terça-feira, 14 de junho de 2016

Reflexão sobre o Filme Vênus Negra


Vênus Negra retrata a história da sul-africana Saartjie Baartman, ambientada na Europa do século XIX. Saartjie foi uma mulher negra que trabalhava como doméstica na fazenda de Hendrick Cezar, seu então dono.
Saartjie foi levada à Europa com a finalidade de se apresentar em espetáculos circenses como uma selvagem que fora capturada na Cidade do Cabo. E como selvagem a ser exibida na Europa cosmopolita da época, tudo tinha de parecer o que temos ainda hoje como “exótico”, “diferente”, “exacerbado”. Como detinha de formas corporais bastante robustas, e as nádegas muito proeminentes, o que era aspecto bastante explorado nas apresentações, e bastante reforçado, pois seu dono a obrigava a comer muito para engordar e compor o personagem que representava. Saartjie usava roupas coladas ao corpo a fim de que ficasse “exoticamente” delineado e atraísse o público. Nos espetáculos, ela ficava dentro de uma jaula, não falava o idioma do local, e era exibida como a “Vênus Hotentote”.
Além de ser exibida como a selvagem, tinha de se jogar em cima do público com atitudes violentas, com a pretensão de atacá-lo, afinal de contas, ela era uma africana no meio dos europeus em pleno século XIX. Nada mais justo do que ver uma selvagem, brutalizada e sem a menor noção de civilização. Até porque a idéia do africano selvagem era usada para justificar o avanço colonial europeu sobre o continente africano no século XIX. Os europeus eram os “superiores” que tinham a missão de levar as luzes da civilização que viviam nas trevas do paganismo e do obscurantismo. 
O filme expõe reflexões  relevantes em relação ao tratamento do negro pelo europeu, bem como a discriminação que os eles sofriam, sendo considerada uma raça inferior. Da mesma maneira que, pode-se observar que o negro tem sido tratado nos dias atuais. De modo que é possível ainda presenciamos pessoas negras sendo agredidas verbalmente e também fisicamente devido as discriminações e preconceitos presentes na sociedade. Com isso podemos perceber a necessidade de repensar sobre os valores que constitui a nossa raça, a raça humana.







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